BOLHAS!!!
Estoura, escolha, forfolha, encolha, olha!
Quinta-feira, Fevereiro 09, 2012
NOVAS BOLHAS
O Bolhas agora está de cara nova!
Novos Posts, Novo Design, Novas questões, Novos filmes, Novas matérias e Novas Bolhas!
Novo Blog:
http://blogbolhas.wordpress.com/
beijos!
Domingo, Fevereiro 05, 2012
Projeção - Sensibilização
Domingo, Agosto 14, 2011
Dia dos pais (com berros)!
A história está americanizada, o que já era esperado, e isso se resume a parte final do filme na parte da reconstrução da SmurfVila, o que não condiz com o desenho original, mas quem se importa certo? Acho que só os fãs ou as crianças dos anos 90 como eu que se lembram da história. Entretanto, uma boa história nunca morre, e de alguma forma ela precisa se adaptar suas tradições ao novo mundo, então, eu indico o filme porque é muito smorfoso!!!!!
Deixando essa crítica (?) de lado, fui assistir o filme normal, nada de 3D, pois não havia mais lugares, e como vi 98% dos desenhos sem 3D ao longo da vida, não senti falta (diferentemente daquelas pessoas que dão a volta em SP pra ver uma sessão que só tenha essa determinada tecnologia).
Mas, o que queria dizer é que Smurfs além da minha infância, nos conta a história do smurf Desastrado (o que fica óbvio) que vira um herói + Papai Smurf pedindo desculpas por não ter acreditado em sua capacidade. O legal dessa parte é que coincidiu com o Dia (comercial) dos pais, o chato, é que ao sair da sala com a canção LA LA LALALA LA LA que está grudado na minha mente há 17 anos, foi um pai X aos berros com a filhinha.
Pelo que constei em 2 metros de passos, o tal pai X reclamava da filha ter tirado um tênis da caixa. Oras, se o tênis é novo, qualquer criança lá com seus 6 anos acha lindo e quer ver toda hora, não precisa dar escândalo e muito menos fazer ameaças!
Sei o que pensam, que posso estar julgando tal atitude ou que se esse pai faz isso, é porque provavelmente foi tratado assim na infância. O que é correto também, Freud explica. MAS, será que em plena Era digital, com essas pessoas frias e quentes não dá pra ter um pouco de equilíbrio??
Papai smurf já confirmou que acredita no filho, apesar dos erros que ele cometeu, e ele não gritou! Aliás, a maioria dos filmes infantis hoje mostram atitudes pai-filho do nosso tempo, em que na maior parte das vezes a pessoa não se identifica mais, por estar com uma venda nos olhos, voltada a relacionamentos supérfluos ou crer que dia dos pais seria o único para demonstrar algo. Então, tem alguma coisa muito errada certo? Para que maquiar um feriado se somos pais dia-a-dia???
Realmente, dia dos pais, das mães, das crianças é TODO DIA. Enquanto você estiver vivo, sempre será seu dia, então, será que vale a pena surtar por um tênis fora da caixa?
Então, a grande lição:
Não tem necessariamente uma lição, todas as crianças e seus respectivos pais são desastrados, mal humorados, felizes, dengosos, todos com milhões de sentidos se equilibrando ao mesmo tempo. Não seria melhor tem explicado que não pode pegar o tênis por X motivo ou mostrado de verdade?
Enfim, Smurfs são as melhores e as piores características humanas num desenho só! Ele consegue uma harmonia entre os diferentes, então na vida real, precisamos continuar tentando!
Segunda-feira, Maio 16, 2011
A palavra agora é METRÔ
Sábado, Março 12, 2011
Comer ou não comer? Eis a questão.
Toda segunda-feira sai o caderno Folhateen, da Folha de São Paulo. Sempre que posso, leio, quando não dá, leio qualquer outro dia da semana pelo site.
Desse vez o caderno dedicou colunas aos vegetarianos e seus hábitos alimentares para conviver nesse mundo carnívoro. Entretanto, a matéria que mais me chamou a atenção foi Carne também é isso , pois ele mostra os índices de consumo, desmatamento, produção em massa, e tudo relacionado ao que a indústria de alimentos faz para abastecer as pessoas. Os resultados são chocantes, para deixar qualquer um alarmado.
A questão que quero tratar não é converter as pessoas ao vegetarianismo, pois o ser humano é onívoro, ou seja, come de tudo (ou quase tudo), bem, comemos vegetais e carnes a toda hora.
Enfim, eu não sou vegetariana, mas não como carne todos os dias, assim, descobri a campanha Segunda sem carne, ou em inglês Meat Free Monday criada pelo ex-Beatle Paul McCartney.
Isso porque "mudando sua alimentação, você pode mudar o mundo". Mas, o que quer dizer isso afinal? Simplificando, a produção de carne (vacas, frango, peixe,...) produzida no mundo exige uma série de requisitos, entre eles o desmatamento, cativeiros, aumento de gases que causam o efeito estufa,tortura de animais, entre outros. E assim, não é só o planeta que fica afetado, mas quem consome também sofre, pois está ingerindo uma comida fabricada, com hormônios absurdos, e pra piorar, além de fazer mal a saúde, uma grande porcentagem do que não é consumido, simplesmente é jogado fora, vira lixo. E lixo não é bom.
Penso em duas palavras diante disso tudo: excesso e conscientização.
O ser humano moderno (e pós-moderno) vive dos excessos, e por que? O consumo de eletrônicos, as mídias, o comprar, o manipular, fazem com que o homem não pare e pense nos seus limites. Ele consome mais e mais e nunca fica satisfeito, o desejar não esgota e nunca é suficiente. E isso tudo ele também reflete na comida, chega ao ponto que não importa a procedência da comida, e sim se ela satisfaz, mas o satisfazer desse desejo não faz com que o homem reflita sobre o processo que essa comida sofreu para chegar em seu prato, ele simplesmente quer comer e acalmar sua inquietação. O exagero não faz bem a ninguém, seja ele de comida ou de superficialidades.
A conscientização por outro lado faz a pessoa parar e refletir sobre o mundo em sua volta. Assim, eu apóio essas pessoas que, por mais que não consigam parar de comer carne (o que é natural de nós animais) vêem que o mundo não vai acabar em carne. São pessoas que tentam manter seu equilíbrio, comendo todos os tipos de vegetais e procurando a procedência da sua comida, como os alimentos orgânicos e certificados.
E por esse caminho, percebemos que superficialidades não tem vez. A comida, a reciclagem, o lixo, o desmatamento são todas as formas que o Planeta encontrou para gritar aos seus habitantes que o excesso não tem limites.
Comam com vontade e saúde. Não desperdice você mesmo e nem o seu mundo.
"Pelas pessoas, pelos animais, pelo planeta"
http://www.svb.org.br/segundasemcarne/
Sexta-feira, Fevereiro 11, 2011
Mas afinal, o que Edward Cullen herdou de Conde Drácula?

Era uma vez...
...um vampiro! Corram! Fujam! Protejam as mulheres! Como dizem os antigos, ou pelo menos diziam, já que hoje, vampiro não assusta mais ninguém.
Você já foi mordido por (essa moda de) vampiro? Eu já! Afinal, quem não soltou suspiros pelo belo Edward Cullen (da Saga Crepúsculo) ou simplesmente abominou essa idéia de “Vampiros? Eca.”
Bem, a primeira vez que vi um vampiro, devia ter meus sete anos e conheci um tal Conde Drácula (Bram Stoker). No começo, ele me pareceu um tanto quanto arrogante, seria a sua postura aristocrática em conflito com a minha de plebéia que nem sabia donde surgiu tamanha grandiosidade?
Depois de muito tempo, descobri que nem todo vampiro é Conde. Alguns crêem que o são, como Lestat (Entrevista com o vampiro), outros preferem questionar sua vida na morte, como Edward. Mas, o X da questão é: por que os vampiros estão na moda?
Conta-se que a partir do século XVI, surgiram criaturas fantásticas, aterrorizantes e sugadoras de sangue, denominadas vampiros. A partir de então, criaram-se histórias envolvendo terror, romance e magia, assim, abrindo caminho para a nova escrita vampiresca. A figura clássica presente em nosso imaginário sobre os sugadores de sangue belos e sedutores nem sempre foi assim. Ao longo dos séculos, desde as primeiras aparições vampirescas, tivemos o fenômeno das metamorfoses do vampiro. Antes disso os vampiros não tinham a força da beleza, eram simplesmente considerados mortos-vivos, sem atrativo físico ou moral, muito bem ilustrados no filme Nosferatu, uma sinfonia do horror (1922).
A metamorfose dos vampiros, fez com que o ser mais terrível, se tornasse o mais doce, pois na aparência, eles são semelhantes aos humanos, por terem crises de identidade, sentimentos e vontades, mesmo assim continuam poderosos e imortais. A partir disso, entendemos porque Edward Cullen ressuscitou a moda vampiresca.
Na verdade, o vampiro nunca esteve fora da moda. Ele só abriu um espaço para os heróis robóticos da modernidade. Mas só porque ele é um cavalheiro do século XVI. O nosso “novo” herói, ou ex-vilão vem melhorando seus relacionamentos entre humanos e arrancando suspiros de adolescentes (e até adultos).
Mas espere, o vampiro é um herói ou vilão?
Primeiramente, o que é o herói?
O herói é uma figura que reúne uma série de atributos: beleza, bondade, sacrifício, poderes mágicos, inteligência, etc. Bem, Nosferatu nunca poderia ser um herói, pois ele não é belo. Conde Drácula, alguns o consideram, outros não, talvez porque ele seja um tanto quando egoísta. Lestat? De jeito nenhum! Edward? Concerteza! Edward é a “encarnação” da figura moderna do mito do vampiro! Ele possui todas as características de herói, entretanto, ele vem com uma novidade: a existência na morte. Sim, as dúvidas existenciais, os por ques, o desejar, o amar. Os sentimentos mais humanos não foram separados pela morte, mas ganharam força. Ele é o herói moderno que todos esperavam, já está morto, mas continua vivo, e agora faz o bem, ou o sacrifício do bem por amor.
Esclareço que a autora da Saga Crepúsculo, Sthepenie Meyer, não foi a criadora dos vampiros sentimentais. O próprio Drácula tinha desejos, e os vampiros de Anne Ricce (Entrevista com o vampiro, 1976) já tinham suas próprias dúvidas sobre sua existência magnífica. Mesmo assim, Edward tem todas as qualidades de herói, e jamais poderia ser um vilão, pois ele ama profundamente uma humana, e acabaria com sua própria “vida” por ela.
Hoje, Edward como herdeiro de Drácula, possui seus melhores atributos: aristocracia, beleza, inteligência e sedução. Entretanto, para sua espécie continuar perpetuando, ele se modernizou e seduziu seus leitores.
Portanto, gostar de vampiros não é só estar na moda, é dar continuidade as histórias que eram contadas no século XVI sobre entes fantásticos que aterrorizavam, mas conquistavam seus ouvintes e leitores, assim, passando e se modificando de geração em geração.
Livros Citados:
Entrevista com o vampiro de Anne Ricce
Drácula de Bram Stoker
Crepúsculo de Sthepenie Meyer
The Vampire Diaries de J. L. Smith
Filmes e seriados:
Nosferatu, uma sinfonia do horror de Murnau (1923)
Entrevista com o vampiro de Neil Jordan (1994)
True Bloond de Allan Ball (2008)
Buffy, a caça-vampiros de Joss Whedon (1997)
Terça-feira, Fevereiro 08, 2011
Brás Cubas: medo de memórias?
Por acaso hoje me deparei com o tema de Memórias, o que automaticamente me faz lembrar de livros, como o Memórias Póstumas de Brás Cubas, do Machado de Assis.


